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quarta-feira, 14 de março de 2012

A DOR E O SILÊNCIO DO PAI

Já pediu algo para Deus e parece que ele ficou em silêncio? É uma experiência angustiante, não é mesmo? Pois com Jesus não foi diferente. Ele fez um pedido de todo o coração ao Pai, repetiu o mesmo três vezes e só obteve o silêncio Divino. Isso ocorreu no Gestsêmani. O gestsêmani era o local onde havia uma prensa (uma grande roda de pedra que moía as azeitonas, para que elas vertessem o óleo, o azeite), cercado por um olival, o qual terminou dando o nome aquela localidade de Monte das Oliveiras. Tal monte era uma cadeia de colinas das quais as mais altas situava-se a 900m acima do nível do mar. 
O Monte das Oliveiras ficava a leste de Jerusalém, separada dela pelo Vale de Cedrom. 

O silêncio do Pai aconteceu na ultima noite de liberdade de Jesus. Nas próximas 24h o Mestre seria preso, dilacerado e morto. É nesse episódio da vida de Jesus percebemos que o Senhor não era uma “aparição”, mas sim alguém que tinha carne. No Gestsêmani vemos a humanidade de Jesus manifesta não só na sua angústia, mas também nos dois pedidos que fez aos discípulos (pediu a companhia e a intercessão deles) No Gestsêmani notamos a humanidade de Jesus pela prensa emocional que passou e enfrentou. 

A riqueza da Bíblia mostra que os destinos da humanidade foram selados em dois Jardins: A morte no jardim do Éden e a vida no Jardim do Gestsêmani. 

E isso porque Adão não quis beber o cálice da obediência, mas Jesus o bebeu até o fim (Rm 5). A figura do cálice aqui está associada à ideia de uma “Injeção letal”, tomar o cálice do mundo antigo era não só padecer, mas experimentar um sofrimento tal que resultaria na morte. 

Sócrates foi obrigado a tomar o cálice com veneno (cicuta) para que recebesse sua condenação.  E Jesus estava tomando cálice da obediência que continha o veneno da humanidade, isto é, todo pecado cometido da história. E Ele fez isso movido por amor e por livre vontade.


LIÇÕES DO GESTSÊMANI

1 - Jesus nos ensina que devemos orar e vigiar o tempo todo. Orar e vigiar impede-nos de cair em tentação e evita também que deixemos de notar a chegada do fim (Mt 24:42). Por vezes nos comportamos como os discípulos: Fizemos tanta coisa no dia que quando anoitece e chegamos ao nosso jardim (nossa casa) não conseguimos nem orar. Só fazemos dormir.

2 – Precisamos aprender também que nem todo pedido nosso vai resultar em atendimento imediato, como nossa geração do controle remoto gosta tanto de ter, nem tampouco em algo próspero (como muitas Igrejas pregam por ai).

3 – Jesus nos exemplifica que nas horas de angústia, é também a hora de ficar com os discípulos. Temos de ter companhia de discípulos de Jesus nos momentos da vida em que somos prensados pelas circunstâncias adversas. O Senhor se manteve a uma pequena distância dos apóstolos. Jesus também se mostra um Deus que se recusa a ficar longe de nós, mas que anseia por proximidade. 

Na hora do aperto, quem estar perto de você? Quem você convida para entrar no “Jardim Espiritual” contigo? Pense nisso! Quando somos prensados devemos recorrer a única coisa que cabe-nos fazer no nosso Gestsêmani: Orar! Se você estiver sendo prensado, ore, se derrame diante de Deus, mas se sujeite à vontade soberana DEle. 

Saiba também que todas as prensas pelas quais passamos Deus usa para nosso bem (Rm 8:28). Há coisas que não entendemos agora, porém a compreenderemos depois. Foi assim com Jesus, por que não seria assim conosco?   

Creia! Deus nos dará vitória.


Pr. Sergio Dusilek (OJB)
Imagem: Google

quinta-feira, 1 de março de 2012

O AMIGO NOSSO DE CADA DIA

Na vida, nada parece exercer um papel tão importante do que uma amizade. Ela pode ser a melhor coisa na vida de alguém como, também, a pior delas. Um bom conselho pode mudar uma atitude má, porém um mau conselho pode alterar uma boa ação. 

Provérbios é um livro que fala muito de amizade, sendo um grande amigo a nos dar conselhos: 

“O que adquire a sabedoria é amigo de si mesmo; o que guarda o entendimento prosperará”. (Pv 19; 8).

É preciso muita sabedoria para lhe dar com o dia-a-dia atual, cheio de situações que atraem para o mal. Quem tem amigos é rico, pois não há maior tesouro como este na vida. Esse “tesouro” é verdadeiro e não falso. 
Os “amigos da onça” são quase comparáveis com inimigos, pois agem dissimuladamente, querendo o mal e não o bem. 

Existe uma famosa canção popular Brasileira que diz: “Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração (...). Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito”.

 Essa bela poesia expressa com profunda emoção o que significa uma verdadeira amizade. Se guardar no coração uma amizade sincera por alguém já é bom, imagine ter Cristo “do lado esquerdo do peito”! Este, sim, é um tesouro que nos faz mais ricos que os maiores empresários do mundo (cercados de gente interesseira e amizades duvidosas). 

Assim, mesmo que tenhamos poucos amigos com quem contar para o que der e vier, pelos menos há alguém que, uma vez nosso amigo, não nos deixa sizinhos e nos ajuda sempre com todos os assuntos: 

Jesus Cristo, o nosso amigo de cada dia.


Rogério F. Araujo
Imagem: Carlos Torres
   

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

CONEXÃO

O bem mais precioso de qualquer ser humano é a capacidade de se relacionar com pessoas e com o mundo que o rodeiam de uma forma geral. Temos até a ousadia, quase que insana, de conversar com plantas, animais e objetos. Principalmente, quando nos sentimos solitários. 

Uma bola, por exemplo, foi a companhia de um homem isolado do mundo, em uma ilha desconhecida. O pequeno objeto tinha tratamento pessoal e importante, pois até um nome o seu amigo “Homem” lhe deu: Sr. Wilson. Tenho certeza que você deve lembrar-se bem desse filme Hollywoodiano “O Náufrago”. 

Muitas vezes, nos sentimos assim, em uma grande ilha. Porém, esta ilha está repleta de pessoas e, ainda assim, não conseguimos nos “conectar” a nenhuma delas. Pense em sua comunidade Cristã agora! Imagine centenas de pessoas que você vê com freqüência. Talvez, os domingos sejam os dias mais freqüentados, não importa. Tente lembrar qual foi a última vez que você, realmente, se “conectou” a alguém.

Durante todo este ano, procure lembrar-se da última vez em que você liberou algo de bom, algo que saiu de você para o coração de outra pessoa que precisava. Alguém que necessitava de ajuda interior e que só poderia acontecer com o auxílio de suas palavras solidárias. Seu gesto amoroso seria capaz de transbordar alegria no coração desta pessoa. 

Você foi capaz de fazer isso? Lá se vai mais um mês sem que nenhum destes gestos conseguisse romper essas barreiras, quase que intransponíveis, da indiferença, da frieza e, sobretudo, da falta de amor e de comprometimento. 

Irmãos os momentos finais da agonia de Jesus podemos classificar como um terror real. O flagelo, a via dolorosa, os chicotes rasgando sua carne, os cravos perfurando seu corpo e pendurado sobre o madeiro até a morte. Isso lembra cenários de filmes de terror. Precisamos ter a consciência de que Jesus sofreu barbaridades, uma crueldade sem limites. 

Mas Jesus sofreu sim. E muito, por todos nós. O que nos choca foi a maneira como os discípulos reagiram à prisão de Jesus. Alguns homens que conviveram tanto tempo com o Salvador do mundo, também o rejeitaram e o negaram diante dos homens. 

E também nos chama a atenção os gestos de Judas e Pedro, a partir daquele momento, tiveram que conviver com o peso da negação dada ao Mestre e com as feridas que, agora, precisam ser restauradas e curadas. Os discípulos devem ter passado pela solidão até lembrar-se das palavras de Jesus descritas tão claramente no Evangelho de Jo 16:16 e 32b.

“Mais um pouco e Já não me verão mais; e me verão de novo”; “Vocês me deixarão sozinho. Mas eu não estou sozinho, pois meu Pai está comigo”.

Jesus falava de sua morte e ressurreição. Além disso, antes de subir aos céus, Ele precisava deixar o exemplo aos seus discípulos de como tratar e restaurar relacionamentos humanos e de como trazer a cura emocional ao nosso próximo. Assim como fez com Pedro, em particular, e assim como faz a todos nós.

Quero dizer com estas palavras e exemplos que não importa a circunstância ou problemas, somos, também, capazes de manifestar e liberar a cura emocional para aqueles que nos rodeiam. Se somos servidor de Jesus também estamos a serviço do outro e podemos nos conectar ao outro e nos relacionarmos, pois não estamos sozinhos em uma ilha. Temos um alimento constituído de vários nutrientes essenciais capazes de satisfazer e alimentar a alma do outro. 

Tenhamos o desejo ardente de buscar uma real conexão com Deus e com nosso próximo.



C. Carletti. (Parte extraída)
Imagem: Google   

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O QUE EU QUERO?

Reavaliar o projeto de vida é a primeira etapa para se atingir objetivos. Obter sucesso é um ideal almejado por todos. Ser bem sucedido não é produto do acaso, é antes, um exercício prático de bem viver. O homem é o centro da criação. Um ser social, de natureza complexa, com as mais diversas reações, que associadas à realidade da vida de cada um, tornam um homem diferente do outro. A percepção dos objetivos depende, principalmente, da experiência da pessoa. Entre muitos objetivos que podem satisfazer determinadas necessidades, alguns são vistos como mais adequados do que outros. Ao atingir um objetivo, o individuo satisfaz a necessidade, o desejo ou o interesse, restabelecendo o equilíbrio pessoal. 

Pesquisas comprovam que um clima favorável permite despertar a criatividade e iniciativa que cada pessoa traz consigo por mais limitada que seja sua formação. Por que tudo isso é necessário? Porque ficou evidente no mundo de hoje que os objetivos somente são atingidos através das pessoas que elaboram caminhos e que trabalham efetivamente na realização dos seus objetivos. Comece fazendo um inventário de seus sonhos. Coisas que gostaria de ser, ter e compartilhar. Com essa lista em mãos fica mais fácil determinar seus objetivos. A definição de seus objetivos é o primeiro passo em direção às realizações pessoais ou profissionais. 

Trabalhe com a seguinte pergunta: O que eu quero? A forma como se pensa em um objetivo, pode se facilitar a conquista ou torná-la impossível. Para garantir o êxito, crie também uma lista de evidências que indicarão se você está indo na direção proposta. Defina aonde, quando e com quem você quer chegar e avalie se um alvo está em conflito com algum outro. Essa sondagem ajudará a descobrir os obstáculos do percurso. Elabore etapas. Especifique datas e estratégias. 

Lembre-se: “Algum dia” não existe no calendário. Mas o importante ainda é querer algo que vale a pena, que deixe você satisfeito em ter realizado e que se surpreenda com os resultados. 

Agora nunca se esqueça de uma coisa: “Quer comais, quer bebais, que façais qualquer outra coisa, faça tudo para a Glória de Deus”. (I Co 10:31). 

Amem! Deus te abençoe.     

 
Lucia B. Gomes
Imagem Google

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O NATAL DO PAPAI NOEL

Não há como fazermos uma análise do espírito natalino sem mencionarmos a figura robusta e afetuosa do Papai Noel. A personagem Papai Noel (No Brasil) ou Pai Natal (Em Portugal) foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, Arcebispo de Mira, no Século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. 

Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo até chegar ao Brasil. Desde então todos os finais de ano, imaginariamente, ele invade as chaminés, embora eu, particularmente, nunca tenha visto.

Seu casaco vermelho e acolchoado e com barbas postiças contrasta e gera uma sensação de desconforto visto que o clima do nosso país ser de verão o ano inteiro. Que calor! Pasta d’água ajuda a esquentar ainda mais a pele, visto que a cor rosada das bochechas do bom velhinho não é muito natural num país de mestiços. 

Peles tão alvas e claras como a do Sr. Nicolau dificilmente são vistas nas ruas de um país que foi gerado entre a casa Grande e a Senzala, gerando em sua maioria, mulatos e negros. Poderíamos citar inúmeras aberrações culturais como: A neve, os pinheiros inexistentes em nossa vegetação e os trenós puxados por animais jamais vistos por nenhum Brasileiro, nem mesmo nos zoológicos. Até mesmo sua risada: ho-ho-ho, não respeita a fonética da língua portuguesa.

Mas vou parar por aqui nesta análise social, visto o problema ir muito além desta fronteira. Além de uma agressão cultural, de uma desconformidade social com a realidade brasileira, há uma distorção espiritual nas comemorações natalinas dentro de nossas Igrejas, digo isso com pesar que tal distorção só ocorreu por uma omissão didática dos Evangélicos ao longo dos anos. 

Fomos omissos e falhos também na propagação do presépio, iniciativa do sábio e bondoso Francisco de Assis. No presépio, vemos simbolizado o real sentido do Natal: O nascimento de Jesus, a humildade de Cristo, o nascimento virginal. Está tudo ali, pronto para nossas crianças aprenderem. Mais em cada dez casas e igrejas encontramos dez arvores de natal para cada dois presépios. 

Fomos negligentes quanto verdade! Somos irresponsáveis quando promovemos incansáveis amigos x em nossas igrejas esquecendo-se que muitos de nossa membresia não poderão participar, logo, ficam fora do convívio e desligado da comunhão. São excluídos, do único lugar que neste período poderia aceita-los sem roupas novas ou presentes. Poderíamos continuar citando erros que passam quase despercebidos como os desfiles de roupas novas no culto de Natal, as plumas e brilhos das cantatas natalinas que apenas excluem os que não podem fazer o mesmo quase remontando algo ocorrido muito próximo do nascimento de Jesus, quando Maria ouvia os sonoros: “não há lugar” (Lc 2.7), parece que em nossas igrejas também não há vagas para os descamisados ou humildes do natal. 

Será que, sem percebermos, estamos sendo apenas brinquedos na mão da mídia, comércio e consumo, esta “trindade do mal” que desvirtua por trás de mensagem de felicidade, o real sentido de Natal?

 Oremos!



Pr. H. Romero

Imagem Google

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"HERESIAS" DE JESUS.


O credo apostólico foi deixado de lado e um novo foi implementado pelos Cristãos que torna os ensinos de Jesus em heresias. Segui abaixo um resumo do novo credo dos novos apóstolos. Vemos aqui contextos de uma “igreja” pós moderna e com crença absurdamente distante daquilo que é a Boa Nova. Anula ensinos genuínos de Jesus. Uma verdadeira doutrina de homens. Um câncer que destrói o mais puro e simples Evangelho da Graça. O “Eu” que mata. Uma geração materialista e idólatra com a fé em si mesmo e na elevação do homem como deus.   

ARTIGO I

 Acredito na força espiritual do templo na geografia da adoração, nos templos suntuosos, nos lugares de milagres, nas correntes coletivas que obrigam os fiéis a freqüentarem a igreja compulsoriamente para pedir bênçãos materiais. Jesus disse, equivocadamente, que a adoração não se localizaria nem no templo de Jerusalém, na Judéia, nem nas faldas do Monte Gerizim, nem em Samaria, e sim em Espírito e em verdade, na geografia do coração, no íntimo, nas entranhas da alma. Isso, porém é heresia de Jesus!


ARTIGO II

 Acredito nos objetos de culto, em copo d’água em cima de televisão, em rosa ungida, na espada de Josué, no óleo ungido, na aliança ungida, no pó do amor, no galho de oliveira, na água do rio Jordão, na folha da árvore da vida, no túnel do amor e na fogueira santa. Creio em tudo isso, que Jesus nunca usou nem recomendou que usassem para abençoar alguém. Não usou porque não quis. Isso é uma heresia de Jesus!


ARTIGO III

 Acredito na maldição hereditária e na necessidade da cerimônia de quebra dessa maldição, uma vez que Jesus não conseguiu quebrar a maldição no calvário. Aqueles pecados que herdamos de nossos pais e antepassados, visto não terem eles confessado suas mazelas e também por terem feitos pactos com demônios, precisam ser quebrados mesmo depois da conversão. Jesus nem se deu ao trabalho de comentar a respeito desse tema e ainda disse à mulher adúltera: “Nem eu te condeno, vai e não peque mais”. Isso é heresia de Jesus!


ARTIGO IV

 Acredito na prosperidade material, no dinheiro como prova de bênção espiritual. Não tenho necessidade de nada, estou rico e abastado porque creio na bênção do real, monetariamente falando.  Jesus nunca buscou a riqueza material e ainda disse que deveríamos buscar o reino de Deus e a sua justiça e que as demais coisas nos seriam acrescentadas. Quando estava vivo não tinha onde reclinar a cabeça e na sua morte foi sepultado num sepulcro emprestado. Num cenário eclesiástico onde os crentes são insistentemente estimulados a, literalmente, ficarem ricos. É claro que isso é heresia de Jesus!


ARTIGO V

 Acredito que todo mal é demoníaco e que todo os male que acontecem às pessoas, à sociedade, à igreja e aos cristãos são produzido diretamente por demônios, os quais se instalam na vida dos crentes e descrentes e nas estrutura sociais, políticas e econômicas de determinadas regiões geográficas. A responsabilidade individual da pessoa humana e sua liberdade de escolher entre o bem e o mal são doutrinas heréticas, evidentemente. Creio que os demônios são responsáveis absolutos pela dor, sofrimento e miséria que encontramos ao nosso redor, o que inclui doenças, injustiças social, corrupção e violência, entre outros males. Por isso, a igreja deve sempre empregar o método de expulsão de demônios em seus cultos para libertar as pessoas e a sociedade desses males. Jesus não acreditava que todas as doenças eram ação demoníaca, mas frutos da queda do homem, conseqüência do pecado que se instalou no universo e no coração da pessoa humana. De fato, em alguns casos, ao expulsar os demônios, as pessoas eram curadas de suas doenças, mas isso não era normativo. É que Jesus não tinha a percepção mais profunda do pecado das atividades demoníacas, como nós temos, pois se tivesse teria tratado todos os doentes através do exorcismo. Isso é heresia de Jesus!


ARTIGO VI

 Creio em demônios territoriais e que satanás designou um demônio, ou vários deles, para cada unidade geopolítica do mundo. Creio que a igreja tem que mapear espiritualmente a área a ser evangelizada, antes de começar seus esforços evangelísticos na tentativa de localizar o trono de satanás, o local onde a potestade tem o seu quartel-general. Bom, Jesus não ensinou isso em momento algum, nem mapeou a região da palestina identificando os demônios de cada região, nem ensinou que seus discípulos assim o fizessem. É estranho Ele nada ter ensinado estas coisas a seus liderados, e sim serem missionários e não geógrafos dos principados e potestades. Mas ele, coitado, não conhecia esses truques. Isso era heresia de Jesus!


ARTIGO VII

 Acredito que crentes verdadeiros podem ficar endemoninhados. Não concordo que a obra de Cristo foi suficiente e que a serpente não foi esmagada, como predito em Gn 3:15. Ele deve ter dado um leve pisão na cabeça da velha serpente e nem os principados e potestades foram totalmente despojados, como afirma Cl 2:14-15. O valente não foi amarrado adequadamente, o nó não foi bem apertado e por isso é preciso declarar: “Está amarrado!” Isso é heresia de Jesus!

Acredito em tudo isso que Jesus não acreditava e que condenou como mentira e falsidade porque não conhecia a necessidade da pós-modernidade. E mesmo não tendo solidez e bases bíblicas para esses ensinos continuo professando a minha fé neles pela via do experimentalismo. Através desse credo neo-apostólico, tenho obtido muito sucesso, minhas igrejas estão lotadas e muito dinheiro vem sendo investidos no meu império eclesiástico.

 Se Jesus conhecesse o credo dos novos apóstolos, teria faturado alto. Ele pagou um alto preço por suas heresias.



Pr. Stênio A. Verde.  OJB – 09/2011
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